Estamos ligados 24 horas por dia, respondemos a emails na cama, acordamos com chamadas urgentes de trabalho e, mesmo de férias, as sestas deram lugar a atualizações contínuas sobre a empresa onde trabalhamos. A isto junta-se noite mais curtas por causa de trabalho. Mas será que estas opções fazem de nós melhores profissionais?

Uma pesquisa recente mostrou que quatro em cada 10 líderes empresariais (num universo de 180 entrevistados) não dormem o suficiente pelo menos quatro noites por semana. E esta falta de descanso pode comprometer as capacidades de liderança, que poderá ter impacto no negócio que lideram.

A verdade é que existe uma ligação comprovada entre sono suficiente e liderança eficaz. E, mais uma vez, o cérebro é o responsável.

Qual é a explicação?

O córtex pré-frontal é responsável pelo funcionamento executivo, onde se incluem
processos cognitivos como resolução de problemas, raciocínio, organização, inibição, planeamento e execução. Claro que a capacidade de liderança está estreitamente ligada a uma destas funções, o problema é que apesar de outras zonas do cérebro conseguirem funcionar com poucas horas de sono, o mesmo não pode ser dito do
córtex pré-frontal.
Isto por que se as capacidades visuais e motoras básicas se deterioram quando as pessoas são privadas de sono, as repercussões cognitivas.

Uma pesquisa da McKinsey, que avaliou a correlação entre o desempenho da liderança e a saúde organizacional, descobriu que há quatro tipos de comportamento de liderança associados a equipas executivas de alta qualidade: forte orientação para resultados, resolução eficaz de problemas, procura de perspetivas diferentes, e apoiar os outros. E o que se percebeu é que para cumprir estes comportamentos ideais é essencial haver foco e evitar distrações, tal não acontece quando existe privação de sono.