A relação entre os distúrbios do sono e a incidência de doenças como: cancro; depressão; problemas cardíacos ou demência é conhecida. Fique também a saber que, diversos estudos apontam a privação do sono como um forte inibidor do desempenho no local de trabalho, principalmente devido à deterioração do humor e das relações interpessoais.

 

A falta de sono prejudica o desempenho laboral; a produtividade; a progressão e a satisfação na carreira, contribuindo para o aumento de acidentes de trabalho e o absentismo. Pelo contrário, dormir melhor foi associado a uma memória mais ativa, aquisição de conhecimento e aprendizagem. 

As diferenças individuais relativamente à quantidade e qualidade do sono, parcialmente atribuídas a fatores genéticos, a quantidade e o tipo de sono que as pessoas podem realmente precisar para serem produtivas depende de sua própria disposição individual (incluindo não apenas sua idade e estado geral de saúde, mas também sua personalidade única e configuração biológica). No entanto, num aspeto a ciência é consensual: dormir em quantidade e qualidade é fundamental para a manutenção da saúde e desempenho de todas as nossas atividades.

Relativamente ao nosso desempenho e o sono, supondo que gastamos cerca de 1/3 da nossa vida adulta em cada uma dessas duas atividades, qual é a relação entre elas? Os investigadores apontam três considerações:

Os problemas de sono são anteriores à vida profissional 

Muitas pesquisas sugerem que, o impacto negativo que o sono insatisfatório exerce no desempenho profissional é muito anterior a esta fase, uma vez que os distúrbios do sono têm um índice elevado durante os anos de escola e universidade.

Esses estudos – e pesquisas relacionadas que estabelecem fortes ligações causais entre problemas de sono e problemas clínicos mesmo durante a infância – sugerem que o desempenho escolar e académico são significativamente mais baixos em alunos que sofrem de problemas de sono

Dado que o nível de escolaridade, incluindo o desempenho dos alunos na escola e nos exames académicos, é uma importante porta de entrada para o emprego subsequente (quer se concorde ou não, ainda é um parâmetro determinante), há claramente consequências de longo prazo na falta de uma rotina de sono saudável.

Como forma de contrariar os distúrbios do sono nos mais jovens, diversos estudos sugerem que o simples facto de atrasar o início das aulas pode levar a melhorias significativas nos padrões de sono dos alunos, presumivelmente porque os jovens são naturalmente propensos – ou seduzidos – a ficar acordados até tarde e dormir mais tarde.

Dormir bem aumenta o envolvimento dos colaboradores

Há um grande esforço de muitas empresas para aumentar os níveis de envolvimento dos colaboradores – o grau de entusiasmo, satisfação e produtividade – mediante a criação de condições físicas e ergonómicas no local de trabalho. Contudo, poucas dão prioridade à qualidade do sono como impulsionadora do envolvimento dos seus trabalhadores. Importa aqui ressaltar que, ao contrário de muitos elementos externos que possam contribuir para um melhor funcionamento laboral, o sono geralmente está sob alçada de cada um de nós…

Líderes que dormem melhor, desempenham melhor as suas funções

Enquanto os líderes incompetentes tendem a contribuir para acentuar os níveis de stress dos colaboradores, a boa liderança atenuará alguns dos efeitos prejudiciais que os hábitos inadequados de sono têm no desempenho. Mas, para que isso ocorra, os líderes não devem apenas ser competentes, mas também garantir que eles próprios não sofram privação de sono e evitem padrões inconsistentes de sono.

Não é novidade que parece haver efeitos multiplicativos em ter sono de boa qualidade e líderes de boa qualidade – e a falta de ambos pode ser particularmente destrutiva.

Portanto, sim, dormir mais (e melhor) é geralmente muito melhor para a sua carreira e, quanto mais cedo começar a melhorar os seus hábitos de sono, melhor se sentirá no campo profissional e, por extensão, na sua vida pessoal.   

 

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