Noites de sono regulares estão relacionadas com um índice de felicidade mais elevado. Esta é uma das conclusões dos resultados preliminares de um estudo de campo que envolveu mais de 200 estudantes universitários, com idades entre os 18 e os 25 anos.
Nesta análise que durou 30 dias, em que era monitorizada a hora a que dormiam e por quanto tempo, percebeu-se que a transição de um padrão de sono semanal irregular para um padrão regular estava também associado à melhoria do bem-estar, do estado de saúde em geral, além de contribuir para uma semana de maior tranquilidade.

Citado pela Academia Americana de Medicina do Sono, o autor principal do estudo, Akane Sano, PhD, investigador no Media Lab Affective Computing Group no Massachusetts Institute of Technology em Cambridge, refere que “horários irregulares de sono-vigília são comuns na sociedade moderna” e “estes resultados mostram a importância da regularidade do sono, além da duração do mesmo, e como o sono regular está associado à melhoria do bem-estar”.

Numa outra investigação, realizada por Daniel Kahneman e Alan B. Krueger, também se reforçou a correlação direta entre a qualidade do sono e a felicidade geral. Na prática, estes investigadores perceberam que que a qualidade do sono era o fator mais influenciava na avaliação do humor.
Um outro inquérito, efetuado pela Gallup (uma empresa americana de pesquisa de opinião), chegou à mesma conclusão: pessoas que dormem adequadamente têm maior probabilidade de classificar/considerar as suas vidas como mais felizes.

Além de contribuir para a felicidade, o sono afeta a aparência, o humor e a performance em atividades básicas, podendo ter um grande impacto na qualidade de vida de cada um.