Em situação de doença, o sono é primordial para a recuperação, mas após uma cirurgia pode ser difícil dormir, por várias razões.

Primeiro porque as horas que passou em cirurgia, mesmo que tenha sido sob anestesia geral, não substituem o sono natural, portanto se passou muitas horas em cirurgia há uma dívida de sono para compensar.

Além disso, a fadiga pós anestesia pode intensificar-se se dormiu menos bem nos dias que antecederam a operação, algo comum devido ao stress e ansiedade que qualquer intervenção médica pode despoletar.

A medicação também pode interferir nos ritmos do sono. Antes, durante e após a cirurgia, são administrados ao paciente uma série de medicamentos, cujos efeitos colaterais mais comuns são sonolência e fadiga. Portanto, adormecer mais cedo ou sentir-se cansado quando acorda de manhã.

Por outro lado, os esteróides utilizados para diminuir a inflamação relacionada com cirurgia, podem fazer com que os pacientes tenham problemas para dormir devido a um aumento na energia após a toma. Neste caso, devem se possível ser administrados pela manhã.

Além das horas de cirurgia, dos efeitos da medicação, é muito provável que nos pós-cirurgia sinta alguma dor ou desconforto. E, claro, estar confortável é determinante para que consiga dormir.

Mas, é provável que após esta intervenção médica tenha de dormir numa determinada posição à qual pode não estar habituado.

Dependendo da cirurgia, pode ser mais confortável dormir numa cadeira ou com almofadas à volta para limitar o movimento.

A dor pode também fazer com que desperte durante a noite e impedir que atinja um sono profundo.

Por vezes, exercícios respiratórios, como inspirar profundamente pelo nariz e depois expirar lentamente pela boca, podem ajudar o corpo a relaxar.

Se nos dias após a cirurgia ainda sentir interferências nos sono, converse com o seu médico sobre outras soluções possíveis.